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Verão em SC: quase 800 queimaduras por águas-vivas por dia preocupam banhistas

Santa Catarina enfrenta um número expressivo de queimaduras por águas-vivas durante a temporada de verão 2025-2026, com registros que chegam a cerca de 800 ocorrências por dia nas praias do estado, segundo dados oficiais. O aumento de banhistas no litoral catarinense coincide com o crescimento desses atendimentos, mobilizando equipes de resgate e orientações preventivas. Aumento […]

Santa Catarina enfrenta um número expressivo de queimaduras por águas-vivas durante a temporada de verão 2025-2026, com registros que chegam a cerca de 800 ocorrências por dia nas praias do estado, segundo dados oficiais. O aumento de banhistas no litoral catarinense coincide com o crescimento desses atendimentos, mobilizando equipes de resgate e orientações preventivas.


Aumento de queimaduras nas praias catarinenses

Dados do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) mostram que entre os dias 15 de dezembro de 2025 e 5 de janeiro de 2026 foram atendidas mais de 16 ocorrências diárias, em média, de queimaduras causadas por águas-vivas em praias do estado.

O fenômeno é frequente no verão, quando as temperaturas mais altas da água favorecem a reprodução desses animais marinhos, e maior circulação de turistas aumenta o contato com as espécies.


Onde os casos são mais comuns

Segundo levantamento da corporação, as maiores concentrações de lesões foram registradas em regiões com maior fluxo de banhistas e condições favoráveis à presença de águas-vivas:

  • Araranguá (Sul)
  • Itajaí (Norte)
  • Florianópolis (Ilha e entorno)
  • Imbituba (Sul)
  • Balneário Camboriú (Litoral Norte)
  • Palhoça (Grande Florianópolis)

Salvamentos e ações de prevenção

Entre o final de dezembro e a primeira semana de janeiro, guarda-vidas civis e militares realizaram 396 salvamentos de banhistas, dentro da chamada Operação Verão 2026, que atua com mais de 2 mil agentes distribuídos em mais de 150 praias catarinenses.

O aumento dos atendimentos segue o padrão observado em outras temporadas de verão, quando a maior presença de público nas praias coincide com picos de ocorrências relacionadas a animais marinhos.


Por que as queimaduras acontecem

As chamadas queimaduras por águas-vivas não são cortes comuns: são lesões causadas pela toxina injetada pelos tentáculos do animal na pele humana. Ao entrar em contato com essas toxinas, a pessoa pode sentir ardência, vermelhidão e dor local.

Especialistas explicam que a reprodução desses organismos aumenta no verão por causa da temperatura mais elevada da água, o que, junto com mais banhistas no mar, resulta em maior número de acidentes.


Prevenção e o que fazer em caso de lesão

As orientações para quem sofre queimadura por água-viva incluem:

  • Procurar o posto de guarda-vidas mais próximo para atendimento imediato;
  • Evitar coçar a área atingida ou aplicar água doce, o que pode agravar a sensação de dor;
  • Aplicar vinagre sobre a área lesionada, que pode neutralizar parte da toxina e aliviar o desconforto;
  • Em casos mais graves, buscar atendimento médico em unidade de saúde.

A maioria das queimaduras alivia em poucas horas depois que a vítima sai da água, e a inflamação costuma diminuir em poucos dias.


Conclusão

O elevado número de queimaduras por águas-vivas nas praias catarinenses nesta temporada 2025-2026 chama atenção de autoridades, turistas e moradores, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte dos banhistas e ações de prevenção e resgate adequadas pelo Corpo de Bombeiros. Com o verão ainda em curso, as orientações e cuidados devem ser mantidos para reduzir incidentes e promover segurança nas áreas de banho.


Fonte

Informações baseadas em reportagem do portal ND Mais

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