A Polícia Federal (PF) desencadeou na manhã desta quarta-feira (11/02/2026) uma operação em Camboriú (SC) para combater uma rede suspeita de crimes de abuso sexual contra mulheres, que envolve a suposta dopagem de vítimas e a divulgação de vídeos de abusos em plataformas digitais.
A ação, denominada Operação Somnus, faz parte de um esforço conjunto da PF para apurar delitos graves relacionados à violência sexual e à disseminação de conteúdo criminoso, em cooperação com autoridades de outros estados do Brasil.
🚨 Mandados cumpridos em Camboriú e outros estados
Durante a operação, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em Camboriú (SC), com autorização da Justiça Federal. A investigação faz parte de um inquérito iniciado em 2025, que também envolve ações em outros estados, como São Paulo, Ceará, Pará e Bahia.
Foram apreendidos aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e outros materiais eletrônicos que podem ajudar a esclarecer a dinâmica dos crimes sob investigação.
📡 Investigação aponta atuação de rede organizada
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a atuação de uma rede criminosa transnacional voltada à difusão e troca de vídeos de abusos sexuais cometidos contra mulheres em estado de sedação ou vulnerabilidade. Mensagens trocadas entre suspeitos indicam que eles discutiam o uso de substâncias químicas com propriedades sedativas, o que amplia a complexidade do caso.
As condutas investigadas podem ser enquadradas como crime de estupro de vulnerável, divulgação de cena de estupro e outros tipos penais previstos na legislação brasileira, incluindo dispositivos que tratam de violência sexual cometida por meio da internet.
🛑 Crimes cibernéticos e misoginia
A PF ressaltou que esse tipo de prática ilícita — envolvendo dopagem de vítimas para cometer abusos e compartilhar vídeos — representa uma expressão grave de violência de gênero no ambiente digital, muitas vezes associada a redes voltadas à misoginia e ao ódio contra mulheres.
Autoridades reforçam que a cooperação internacional e a atuação integrada entre órgãos de segurança são fundamentais para desarticular esse tipo de organização criminosa, cujo impacto vai além do território catarinense.

