Florianópolis (SC) — Uma manifestação batizada de “Acorda, Brasil” reuniu lideranças políticas e apoiadores na tarde deste domingo (1º) na capital catarinense. O ato começou no Trapiche da Beira-Mar Norte e seguiu em caminhada até a sede da Polícia Federal, com bandeiras, gritos de ordem e críticas a autoridades federais.
📍 A pauta e os pedidos dos manifestantes
Os participantes levaram como principais reivindicações o pedido de impeachment do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Durante a mobilização, foram ouvidas palavras de ordem e cartazes com críticas às decisões da Justiça e ao governo federal.
O movimento integra uma série de atos marcados para este domingo em dezenas de cidades brasileiras — incluindo Florianópolis, Joinville e outras capitais — todos organizados sob o guarda-chuva do chamado “Acorda, Brasil”, que tem circulado nas redes sociais e em ações de liderança política.
🚩 Expansão nacional do movimento
A mobilização foi impulsionada por lideranças políticas, incluindo o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem convocado protestos em várias regiões do país. Em outras capitais, como São Paulo (na Avenida Paulista), Belo Horizonte e Goiânia, apoiadores também se concentraram ao longo do dia em atos com pautas semelhantes: críticas ao governo, ao Judiciário e pedidos por mudanças políticas.
Em Joinville, em Santa Catarina, outro ato ligado ao mesmo movimento foi organizado pelo deputado estadual Sargento Lima (PL), reunindo apoiadores contra o governo e contra decisões recentes da Justiça.
🗳️ Contexto político mais amplo
O “Acorda, Brasil” acontece em um momento de forte mobilização política no país, com grupos organizando protestos tanto contra quanto a favor das instituições democráticas e figuras públicas. Alguns atos incluem defesa de temas como anistia aos condenados pelo episódio de 8 de janeiro de 2023, além de críticas a ministros do STF e ao presidente Lula.
Organizadores afirmam que a intenção da mobilização é “despertar a população” para temas de justiça, economia e liberdade, embora críticos apontem que propostas como impeachment do presidente e ministros não têm base legal imediata e refletem uma polarização crescente no debate público.
🧭 O que dizem os organizadores
Nas redes sociais e em discursos públicos, apoiadores reforçam ideias de que o Brasil vive um momento que exigiria “mudanças profundas” e maior participação da população nas decisões políticas. Já analistas políticos observam que eventos como esse podem ter impacto maior em narrativas eleitorais e na formação de alianças do que em mudanças institucionais imediatas.

