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Caminhoneiros ameaçam paralisação após criação de rota para caminhões em cidade portuária de SC

Uma nova regulamentação de trânsito voltada ao transporte de cargas em Navegantes gerou forte reação entre caminhoneiros e pode resultar em uma paralisação da categoria nas próximas semanas. Motoristas que atuam no transporte de contêineres ligados ao Porto de Navegantes afirmam que as mudanças impostas pela prefeitura dificultam o trabalho e pedem a suspensão imediata […]

Uma nova regulamentação de trânsito voltada ao transporte de cargas em Navegantes gerou forte reação entre caminhoneiros e pode resultar em uma paralisação da categoria nas próximas semanas. Motoristas que atuam no transporte de contêineres ligados ao Porto de Navegantes afirmam que as mudanças impostas pela prefeitura dificultam o trabalho e pedem a suspensão imediata das regras.

Segundo representantes da categoria, caso não haja diálogo e revisão das medidas, existe a possibilidade de paralisação das atividades a partir de 1º de abril, o que pode afetar diretamente a logística portuária da região.


Nova rota de caminhões gera conflito

O impasse começou após a prefeitura regulamentar uma rota obrigatória para caminhões de contêineres dentro do município. O decreto estabelece um conjunto de ruas específicas por onde os veículos pesados devem circular, além de restringir o estacionamento de caminhões em vias públicas.

A nova rota passa por cerca de 15 a 16 vias em bairros estratégicos ligados ao porto e ao corredor logístico da cidade, incluindo áreas como Volta Grande, Machados, São Paulo, Pedreiras, São Domingos e o Centro.

De acordo com a prefeitura, o objetivo da medida é organizar o tráfego urbano e aumentar a segurança nas ruas, principalmente devido ao grande fluxo de caminhões que circulam diariamente pela cidade portuária.


Categoria reclama de falta de estrutura

Entidades que representam os caminhoneiros afirmam que as novas regras foram implementadas sem estrutura adequada para a categoria. Entre as principais críticas está a proibição de estacionamento em vias públicas sem a criação de áreas de apoio ou pátios para espera.

Segundo o sindicato que representa os transportadores da região, a medida pode impactar diretamente centenas de trabalhadores e empresas, envolvendo aproximadamente:

  • 962 caminhoneiros autônomos
  • 254 transportadoras
  • uma cooperativa de transporte
  • cerca de 2 mil caminhões que operam na cidade

Esses profissionais estão diretamente ligados ao transporte de contêineres que chegam ou saem do porto.


Impacto pode atingir logística portuária

Caso a paralisação seja confirmada, especialistas alertam para possíveis reflexos na cadeia logística da região, incluindo atrasos no transporte de cargas e impacto nas operações portuárias.

O Porto de Navegantes é um dos principais polos logísticos do litoral catarinense e movimenta diariamente grande volume de contêineres, conectando Santa Catarina ao comércio nacional e internacional.

Uma eventual paralisação também poderia afetar empresas da retroárea portuária, transportadoras e indústrias que dependem do fluxo contínuo de cargas.


Prefeitura mantém decreto

Em nota, a administração municipal afirmou que não pretende suspender a regulamentação, destacando que a medida foi debatida previamente com representantes do setor e tem como foco melhorar a mobilidade urbana.

Além disso, o município informou que a fiscalização das novas regras começará no fim de março, com aplicação de multas para motoristas que desrespeitarem a rota definida.


Possível negociação nos próximos dias

Diante da tensão entre caminhoneiros e poder público, reuniões entre representantes da categoria, prefeitura e operadores logísticos devem ocorrer nos próximos dias para tentar evitar a paralisação.

Os caminhoneiros defendem que a criação de pátios de estacionamento e áreas de apoio seja discutida antes da aplicação das novas restrições.

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