A reação de Flávio Bolsonaro veio rápida após a divulgação da nova pesquisa Quaest que, pela primeira vez, o coloca numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em um cenário de segundo turno para 2026. Em publicação nas redes sociais, o senador celebrou o momento e adotou um tom de mobilização:
“O Brasil quer e pode muito mais. E, juntos, vamos reconstruir esse País de Justiça, liberdade e prosperidade. O caminho ainda é longo. Temos muito trabalho pela frente e vocês são essenciais nessa jornada. Obrigado a todos vocês que confiam no nosso projeto! Deus no comando!”
O levantamento, contratado pela Genial Investimentos e divulgado nesta quarta-feira (15), mostra Flávio com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. Apesar da vantagem numérica, os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro no segundo turno

É a primeira vez, na série da Quaest, que o senador aparece à frente do atual presidente em uma simulação de segundo turno. A mudança marca uma reversão em relação aos meses anteriores, quando Lula liderava com folga, chegando a ter 10 pontos de vantagem em dezembro.
Desde então, a diferença vinha caindo gradualmente, passando por sete pontos em janeiro, cinco em fevereiro e empate técnico em março, até chegar ao cenário atual.
Outros cenários ainda favorecem Lula
Apesar do desempenho de Flávio Bolsonaro neste recorte específico, Lula segue à frente em outras simulações de segundo turno testadas pela pesquisa, contra nomes como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
No primeiro turno, o presidente também mantém liderança, com 37%, enquanto Flávio aparece com 32%.
Diferenças regionais e perfil do eleitor
O levantamento indica ainda uma divisão clara do eleitorado:
Lula tem vantagem no Nordeste e entre eleitores de menor renda Flávio Bolsonaro lidera no Sul e entre homens, jovens e pessoas com renda mais alta
Rejeição elevada
Os dois também aparecem com índices altos de rejeição: 55% no caso de Lula e 52% para Flávio Bolsonaro, o que reforça o cenário de polarização.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril, com nível de confiança de 95%.

