A possibilidade de uma greve de caminhoneiros começou a circular entre os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (25), logo após o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão do ex-presidente. A mobilização, principalmente nas redes sociais, busca pressionar por sua libertação.
Uma página no Instagram, descrita como base de fãs do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), levantou a ideia da paralisação. O perfil conta com mais de 600 mil seguidores, incluindo figuras políticas próximas a Bolsonaro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o vereador Lucas Pavanato (PL-SP), o senador Ciro Nogueira (Progressistas) e o influenciador Pablo Marçal (PRTB), ex-candidato à Prefeitura de São Paulo.
Greve de caminhoneiros e história de protestos semelhantes
A estratégia da greve de caminhoneiros já foi usada anteriormente. No fim de 2022, caminhoneiros bolsonaristas bloquearam rodovias em mais de 20 estados, contestando a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais.
Na ocasião, a AGU (Advocacia-Geral da União) foi acionada para garantir liminares que liberassem as vias.

Paralelamente, aliados de Bolsonaro correm para que o Congresso Nacional vote o Projeto de Lei da Anistia, que prevê perdão aos condenados pelos atos golpistas ligados à tentativa de manter o ex-presidente no poder após a derrota eleitoral em 2022.
Bolsonaro foi condenado pela Suprema Corte por liderar a organização criminosa responsável por essa tentativa.


