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Acerto de contas: João e Jorginho trocam ataques sobre família, prisão e patrimônio em debate pelo governo de SC

O debate entre candidatos ao governo de Santa Catarina promovido pela NSC nesta terça-feira (29) teve como ponto central o confronto entre João Rodrigues (PSD) e o governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), envolvendo episódios pessoais e familiares dos dois candidatos. O embate começou quando João Rodrigues (PSD) questionou Jorginho Mello (PL) sobre […]

O debate entre candidatos ao governo de Santa Catarina promovido pela NSC nesta terça-feira (29) teve como ponto central o confronto entre João Rodrigues (PSD) e o governador e candidato à reeleição Jorginho Mello (PL), envolvendo episódios pessoais e familiares dos dois candidatos.

O embate começou quando João Rodrigues (PSD) questionou Jorginho Mello (PL) sobre o uso, em campanha, de reportagens sobre sua prisão em 2018, lembrando que o próprio governador, além de Jair e Eduardo Bolsonaro, havia saído em sua defesa na época. Rodrigues classificou a estratégia como “covarde” e relatou que o episódio exigiu acompanhamento psicológico e psiquiátrico para a esposa e as filhas.

Jorginho Mello negou ter atacado a família do adversário, afirmando nunca ter “ousado falar mal” de nenhuma família catarinense. Reagindo, o governador apontou ter sido alvo de ataques ao longo da campanha, incluindo acusações contra seu candidato a vice, Adriano Silva (Novo).

Na tréplica, Jorginho Mello resgatou episódio de 2015, quando João Rodrigues, então deputado federal, foi flagrado assistindo a conteúdo pornográfico durante sessão na Câmara dos Deputados, sugerindo que o adversário deveria “respeitar mais” a própria família.

Rodrigues, à época, afirmou ter recebido o conteúdo por WhatsApp e aberto a mensagem por engano. João não respondeu. A partir disso, o candidato do PSD, conhecido pela boa comunicação, ficou visivelmente nervoso.

O debate ganhou novo capítulo quando Ralf Zimmer (PRD), também concorrente ao governo, questionou João Rodrigues (PSD) sobre o repasse de recursos da Prefeitura de Chapecó, cerca de R$ 30 mil, a rádios de propriedade de suas filhas, além de mencionar investigação em sigilo de Justiça sobre valores maiores.

Na sequência, João Rodrigues sugeriu que os dois adversários estariam agindo de forma articulada contra ele, insinuando um conchavo entre os candidatos para atacá-lo no debate. Rodrigues chegou a afirmar que a ofensiva de Ralf Zimmer teria sido “combinada” com Jorginho Mello e “patrocinada” por ele, numa tentativa conjunta de desgastá-lo perante o eleitorado.

João Rodrigues voltou a mirar Jorginho Mello, questionando a origem do patrimônio do filho do governador, apontando a compra de duas mansões e um apartamento à beira-mar, além de mais de 30 imóveis adquiridos pela família. Rodrigues sugeriu que os recursos estariam ligados a consultorias prestadas a portos e empresas que tratam de questões tributárias no estado.

Ao final do bloco, a organização do debate registrou que o próprio Jorginho Mello havia solicitado direito de resposta à acusação, pedido que foi negado pelo corpo jurídico do programa.

Merísio critica gastos com propaganda

Gelson Merísio (PSB) trouxe o debate para o campo dos dados, afirmando que o governo gastou cerca de R$ 500 milhões em propaganda paga; mais que o dobro de gestões anteriores – para construir o que chamou de “mundo da fantasia” em torno da administração estadual. O candidato citou indicadores como filas no SUS, baixos salários do magistério e altos índices de violência contra a mulher para contrapor o discurso oficial do governo.

Na reta final do programa, os demais candidatos voltaram a repetir os principais questionamentos dirigidos a Jorginho Mello, que não foi surpreendido por nenhum fato novo e conseguiu responder às críticas sem grandes dificuldades.

O episódio mostrou o tom mais pessoal assumido pelos candidatos na reta final da campanha, com acusações cruzadas envolvendo familiares e patrimônio pessoal ocupando espaço relevante do debate, ainda que tenha havido momentos de discussão sobre dados e políticas públicas.

Fonte: nd+

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