Josep María Bartomeu, presidente do Barcelona, durante jogo da Euroliga de basquete Getty

O Barcelona apresentou nesta segunda-feira o fechamento das contas da temporada 2019-2020, anunciando perdas de 97 milhões de euros (cerca de R$ 644 milhões) motivadas pela pandemia de COVID-19, o que fez com que o clube não pudesse alcançar suas previsões, e os recursos diminuíram em 203 milhões de euros (R$ 1,35 bilhão).

A previsão de orçamento para a nova temporada é de 791 milhões de euros (R$ 5,25 bilhões), uma queda evidente por causa da crise do coronavírus, sem que estejam estabelecidos os gastos, pendentes de como se desenvolve a pandemia nos próximos meses.

De acordo com o informado pelo vice-presidente Jordi Moix, sem a pandemia o Barça teria fechado a última temporada com arrecadação de 1,047 bilhão de euros (R$ 6,95 bilhões). No entanto, o clube apresentou os números de 2019-2020 com faturamento de 855 milhões de euros (R$ 5,68 bilhões), 18% abaixo da previsão.

No relatório apresentado pelo Barcelona – no qual se confirma o fechamento com perdas pela primeira vez nos últimos dez anos -, também se observa o aumento da dívida líquida, que passou de 271 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) para 488 milhões de euros (R$ 3,24 bilhões), o que transformou o clube, nas palavras de Jordi Moix, em “um barco durante uma tempestade forte. Agora resta remar, ajustar o barco para levá-lo a porto seguro e que a crise afete o menor possível a curto prazo”.

O vice-presidente deixou claro que a auditoria encarregada pela direção “é limpa” e estimou que o arrecadamento para a temporada 2020-2021 se calcula sob a previsão de que a partir de dezembro possa entrar ao menos 25% do público no Camp Nou, ajudando na recuperação de toda a atividade comercial do Barça.

“Esta situação (fechar um exercício com perdas) não acontecia desde 2010, quando a direção de Sandro Rosell chegou ao clube com um déficit patrimonial herdado da etapa anterior”, explicou Moix. “A obsessão por aumentar o faturamento não era um objetivo por si só, mas sim para gerar os recursos para seguirmos sendo competitivos”.

O vice garantiu que o Barcelona “não é o único clube nesta difícil situação” e lembrou que as ligas europeias sofreram uma queda de recursos superior aos 4 bilhões de euros (R$ 26,57 bilhões), com perdas de 26% na venda de ingressos pelo fechamento dos estádios – Juventus e  Manchester United, por exemplo, anunciaram perdas na última temporada de 71 e 110 milhões de euros respectivamente.

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