O IPCA-15 de setembro ficou em 0,70%, depois de registrar queda de 0,40% em agosto. Dentro dos alimentos consumidos em casa, o tomate teve uma das maiores altas, acompanhado pelo arroz e pelas carnes, enquanto o café moído ficou mais barato.
O resultado mostra que os preços voltaram a subir em diferentes áreas da economia. No acumulado do ano, o índice registra alta de 3,82% e, em 12 meses, de 4,47%, acima dos 4,24% observados nos 12 meses anteriores, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
IPCA-15 de setembro mostra alta nos alimentos
O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,40% em setembro, depois de ter recuado 0,57% em agosto. Dentro da alimentação no domicílio, a alta foi de 0,38%.
De acordo com o IBGE, entre os produtos que ficaram mais caros, otomate teve aumento de 20,76%. O arroz subiu 2,39%, enquanto as carnes registraram alta de 1,30%. Na direção oposta,o café moído caiu 1,36%. Também ficaram mais baratos o feijão-carioca, com recuo de 6,33%, e a cebola, que caiu 4,41%.

Na alimentação fora do domicílio, a alta foi de 0,44%. A refeição ficou mais cara do que no mês anterior, com uma variação de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro. Já o lanche teve alta de 0,44%, abaixo dos 0,75% registrados no mês anterior.
Todos os grupos tiveram alta em setembro
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE registraram alta em setembro. Além de Habitação e Alimentação e bebidas, houve avanço em Artigos de residência, Vestuário, Transportes, Saúde e cuidados pessoais, Despesas pessoais, Educação e Comunicação.
Despesas pessoais teve alta de 0,96%, a segunda maior entre os grupos. O resultado foi influenciado principalmente pelo cigarro, que subiu 14%. Já Educação apresentou a menor variação, de 0,03%.

No acumulado de 12 meses, Despesas pessoais registra a maior alta entre os grupos, de 6,04%, seguida por Educação, com 5,96%, e Saúde e cuidados pessoais, com 5,76%.
Goiânia teve a maior alta entre as regiões
As 11 áreas pesquisadas pelo IBGE registraram alta em setembro. Goiânia apresentou a maior variação, de 0,95%, influenciada pela alta do cigarro e da energia elétrica residencial.
Belo Horizonte teve alta de 0,79%, enquanto o Rio de Janeiro registrou 0,77%. São Paulo ficou em 0,73%. Na outra ponta, Recife teve a menor variação, de 0,44%. Na região, os preços das frutas e da gasolina recuaram.
O IPCA-15 é calculado com preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro de 2026, comparados aos valores registrados entre 16 de julho e 14 de agosto. O indicador considera famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e utiliza a mesma metodologia do IPCA, mas com período de coleta e abrangência geográfica diferentes.

