Um morador de São José, na Grande Florianópolis, decidiu ser pai e adotar sozinho cinco crianças e adolescentes. O empresário Francisco Koch não limitou gênero e idade para realizar adoção. No Dia Nacional da Adoção, ele diz que o sonho era ser pai e ter uma família grande e animada.

É uma loucura, é um orgulho danado ver o resultado da sua criação, mesmo com seus defeitos, limitações, acho que cada um entrega o seu melhor, que é o que eu faço, então eles imitam”, afirma.

Segundo, as estatísticas estaduais e o poder judiciário, Francisco faz parte duas situações consideradas improváveis: Uma é a realização da adoção monoparental, quando o pretendente assume sozinho a criação dos filhos, e outra é a da adoção tardia.

“Primeiro processo de adoção foi o Cristiano, que veio com 14 anos. Depois veio a Cristine com 9 anos. Na segunda parte do processo. O Andriu com 10 anos, a Mayra com 8 e Iago com 6 anos”, relembra o pai.

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em torno de 70% dos adotantes busca perfis com idades menores e até bebês. Uma das explicações para este tipo de comportamento pode estar no preconceito.

“[As pessoas me falavam] que eles viriam com o caráter formado, que eu deveria ter cuidado quando crescesse que se voltariam contra mim, que eles jamais seriam meus filhos. Até hoje tem isso, como se existissem dois tipos de filhos, os biológicos e os adotados”, desabafa Francisco.

Para Cristine Koch, uma relação de pais e filhos não se forma somente com o laço biológico. “[Antes de ser adotada] Eu não pensava muito nisso, não sei voltar no tempo e dizer que era o que eu queria, mas hoje eu sei que depois do que aconteceu eu tinha certeza que era assim [ter uma família]”, afirma a menina.

Cristine foi adotada quando tinha 9 anos — Foto: NSC TV/Reprodução

Processo de adoção

No último ano, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina percebeu uma mudança no perfil das adoções no estado. Segundo órgão, houve aumento na idade das crianças adotadas e o gênero passou a ser indiferente para as famílias.

“O tempo de espera pelo filho por ser diminuído caso os pretendentes se conscientizem de que podem aceitar uma criança com um perfil com idade um pouco maior. Eu sempre falo, quanto mais se espera pela chegada do filho menos tempo de vida você terá com ele”, afirma o juiz corregedor, Rodrigo Tavares.

Para a psicóloga Sara Schuh não existe uma ligação entre idade e problemas futuros. As adoções tardias, porém, tendem a ser mais complexas e demandar preparo dos envolvidos.

“Uma coisa que ajuda essas famílias, é que os pais conheçam e se sintam confortáveis com a história e o passado desta criança que está sendo adotada. Também ajuda muito a participação em grupos de estudo de apoio a adoção, tanto durante o processo quanto após”, conclui a psicóloga.

Francisco optou pela adoção tardia e monoparental — Foto: NSC TV/Reprodução

FONTE: G1

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