Mulher de 25 anos havia denunciado ameaças e pedido medida protetiva antes do ataque em Santa Catarina
Uma jovem de 25 anos morreu em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, após ser brutalmente espancada pelo ex-companheiro que não aceitava o fim do relacionamento. O ataque ocorreu na sexta-feira (2), dentro da casa da vítima, no bairro Efapi. Ela foi socorrida em estado gravíssimo, mas não resistiu aos ferimentos.
A vítima foi identificada como Marivane Fátima Sampaio. O caso é investigado como feminicídio.
Mulher morre após agressão em Chapecó
Marivane foi encontrada inconsciente dentro da própria residência, com múltiplas lesões provocadas pela agressão. Equipes de socorro foram acionadas imediatamente e encaminharam a jovem ao hospital, onde permaneceu internada por quatro dias.
Apesar dos esforços médicos, a vítima morreu na terça-feira (6), em decorrência da gravidade dos ferimentos.

Ex-companheiro invadiu casa da vítima
De acordo com a Polícia Civil, o agressor era o ex-companheiro da jovem e não aceitava o término do relacionamento. Ele teria invadido a residência de Marivane na noite de sexta-feira e cometido o espancamento.
Dentro da casa, a polícia localizou dois boletins de ocorrência por ameaça, registrados nos dias 29 e 30 de dezembro de 2025.
Em um dos registros, Marivane relatou uma mensagem considerada central para a investigação:
“vc não tem ideia da merda q vc fez marivane, põem guarda 24h na rua te cuidando (sic)”.
No outro boletim, a jovem informou ter trocado as fechaduras da casa por medo e solicitado medidas protetivas de urgência.
Fuga, tentativa de suicídio e morte do agressor
Após o ataque, o suspeito fugiu do local. Durante o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar recebeu informações sobre o paradeiro do homem.
Com apoio de guarnições do Tático, o agressor foi localizado. Ao receber voz de prisão, ele tentou tirar a própria vida. Para conter a ação, os policiais utilizaram uma arma de incapacitação neuromuscular, conseguindo imobilizá-lo.
O homem também foi encaminhado ao hospital, mas morreu posteriormente.
Comoção e despedidas
A morte de Marivane gerou forte comoção entre amigos e familiares. Nas redes sociais, ela foi lembrada como uma jovem doce, sonhadora e de sorriso marcante.
“Nem tem palavras para descrever o quão cruel isso foi”, escreveu uma amiga.
Outro amigo destacou o impacto da perda:
“Sentiremos muito a sua falta. Nossos dias não serão mais os mesmos sem suas brincadeiras e risos.”
Violência contra a mulher em Santa Catarina
Dados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina mostram que, nos sete primeiros meses de 2025, foram julgados 106 casos de feminicídio no estado, média de quase quatro por semana. O número representa um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No mesmo intervalo, a Justiça concedeu 18.387 medidas protetivas, cerca de 87 por dia, crescimento de 8,1%.
O caso é investigado como feminicídio?
Sim. A motivação ligada ao fim do relacionamento caracteriza o crime como feminicídio.
A vítima havia denunciado o agressor antes?
Sim. Marivane registrou boletins de ocorrência por ameaça e pediu medidas protetivas.
Onde ocorreu o crime?
No bairro Efapi, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
O agressor foi preso?
Ele recebeu voz de prisão, mas tentou tirar a própria vida e morreu no hospital.
O que são medidas protetivas de urgência?
São ordens judiciais que visam proteger a vítima, como afastamento do agressor e proibição de contato.
Conclusão
A morte de Marivane Fátima Sampaio escancara mais um capítulo da violência contra a mulher em Santa Catarina. Mesmo após denúncias formais e pedido de proteção, a jovem não foi poupada da escalada de agressões que terminou em tragédia. O caso reforça o alerta sobre a importância da prevenção, do acompanhamento efetivo das medidas protetivas e do enfrentamento contínuo à violência de gênero.

