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Manifestante do Irã que será executado não teve direito a advogado, afirma ONG

O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, condenado à morte no Irã, não teve acesso a um advogado durante o processo judicial, denunciou a organização de direitos humanos Hengaw nesta terça-feira (13). Segundo a ONG, Soltani foi preso em meio à repressão violenta aos protestos no país e sua sentença de morte deve ser […]

O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, condenado à morte no Irã, não teve acesso a um advogado durante o processo judicial, denunciou a organização de direitos humanos Hengaw nesta terça-feira (13). Segundo a ONG, Soltani foi preso em meio à repressão violenta aos protestos no país e sua sentença de morte deve ser cumprida na quarta-feira (14).

De acordo com a Hengaw, Soltani foi privado de suas garantias legais mais básicas, incluindo o direito à defesa e a um julgamento imparcial, o que configura, segundo os ativistas, uma violação dos padrões internacionais de direitos humanos. A organização afirma que a família do jovem não recebeu informações claras sobre as acusações ou o processo que culminou na pena capital.

A ONG afirmou ainda que a irmã de Soltani, que é advogada, tentou acompanhar e atuar no processo, mas foi impedida pelas autoridades iranianas de acessar os autos ou apresentar uma defesa formal. “Desde sua prisão, Erfan Soltani tem sido privado de seus direitos mais básicos, incluindo o acesso a um advogado, o direito à defesa e outras garantias fundamentais do devido processo legal”, declarou a ONG.

Hengaw destacou também que a família foi mantida sem informações oficiais e teve apenas uma visita rápida antes da execução, de acordo com relatos de pessoas próximas aos parentes de Soltani. A entidade ressaltou que a aplicação da pena de morte em um processo em que o réu foi negado o direito à defesa e a um julgamento justo configura uma execução extrajudicial, em violação ao Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

A organização defende que o tratamento do caso — com pressa e falta de transparência — intensifica as preocupações sobre o uso da pena de morte como forma de repressão a protestos públicos no Irã.

A CNN Brasil entrou em contato com a Hengaw para tentar obter mais detalhes sobre o caso e aguarda retorno das autoridades.


Conclusão

A denúncia de que Erfan Soltani, manifestante iraniano de 26 anos, foi condenado à morte sem ter acesso a advogado e às garantias mínimas do devido processo legal lança um alerta sobre a situação dos direitos humanos no Irã, especialmente em meio à repressão a protestos que têm marcado o país desde o final de 2025.

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