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Milhares de pescadores fazem protesto em praia após o encerramento da pesca da tainha em SC

Os pescadores artesanais de Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, estão fazendo um protesto pacífico nesta segunda-feira (8). A manifestação é uma resposta ao encerramento da temporada da tainha, determinado no domingo (7) pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. O protesto iniciou às 16h na praia de Bombas e os milhares de pescadores reunidos alegam que […]

Os pescadores artesanais de Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, estão fazendo um protesto pacífico nesta segunda-feira (8). A manifestação é uma resposta ao encerramento da temporada da tainha, determinado no domingo (7) pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.

O protesto iniciou às 16h na praia de Bombas e os milhares de pescadores reunidos alegam que o encerramento da modalidade de arrasto de praia vai afetar famílias inteiras. Além disso, eles defendem que a pesca é tradição na região e deveria ser mantida por mais tempo. A proposta é uma manifestação pacífica, envolvendo pescadores e suas famílias, assim como turistas.

“Nossa manifestação será ordeira, respeitosa e pacífica, com o objetivo de demonstrar a união da nossa comunidade e a importância da pesca artesanal para a economia, cultura e modo de vida do nosso município”, alegaram os pescadores no convite para o protesto.

Em imagens, é possível ver pessoas segurando cartazes escritos “tradição não se regula, se respeita”, “menos burocracia” e “mais respeito aos pescadores tradicionais”. Diversos ranchos se reuniram para defender a causa.

O encerramento da pesca da tainha aconteceu após pescadores atingirem 90% da cota

O Ministério da Pesca e Aquicultura encerrou oficialmente a safra da tainha de 2026 para os pescadores artesanais no domingo (7). Os pescadores de todo o Brasil que capturaram o peixe na modalidade de arrasto de praia tiveram 24 horas para recolher os barcos. Após esse prazo, a captura da tainha está proibida para a modalidade de arrasto de praia.

Segundo o ministério, a medida foi adotada de forma preventiva para evitar que a cota de captura autorizada para a temporada seja ultrapassada. O limite coletivo da modalidade já atingiu cerca de 90% da cota estabelecida pela Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51, de fevereiro de 2026.

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