Uma mulher de 40 anos foi vítima do “Golpe do amor”, no interior de Bandeirantes, Oeste de Santa Catarina. Segundo informações do Jornal Rede Peperi, o crime teve início em fevereiro, mas a vítima só desconfiou do golpe no início desta semana.

De acordo com o escritório de Advocacia Lermen, o estelionatário chamou a vítima através do Facebook e disse que morava em Londres que gostou da mulher e estava em busca de uma esposa. Alguns dias depois, o homem pediu para conversar com a mulher pelo WhatsApp, solicitou o endereço e relatou que ia mandar para ela joias e presentes caros.

No último dia 15 de fevereiro a mulher recebeu um telefonema de uma empresa “Delta Entregas”, que teria um pacote para entregar para a mulher, mas havia taxas extras de R$ 3 mil, sendo assim, o estelionatário passou o número da conta e agência e a mulher fez a transferência do valor.

Após o depósito, a empresa “Delta Entregas” fez um novo contato e disse que devido ao alto valor da encomenda, a vítima precisaria fazer um seguro e depositar mais R$ 9.500 mil e foi isso que ela fez.Seis dias depois, a empresa voltou a ligar para a mulher, desta vez, a conversa foi que o departamento de logística havia constatado milhões de cédulas estrangeiras e que a vítima precisava depositar o valor de R$ 15.500 mil para “um certificado de prevenção de lavagem de dinheiro”.

A mulher, então novamente foi até a Caixa Econômica Federal e depositou R$ 10 mil e depois foi até o Bradesco e transferiu o valor de R$ 5.500 mil. Na última segunda-feira, dia 8, a mulher novamente foi procurada pelo estelionatário que pediu a ela se todos os depósitos haviam sidos feitos.

No mesmo dia, a “Delta Entregas” fez uma nova ligação e pediram o valor de R$ 8 mil para efetuar a entrega do referido “presente” e foi neste momento que a mulher percebeu que se tratava de um golpe.

Imediatamente a vítima procurou os seus advogados que também logo perceberam que se tratava de um golpe.Como funciona o “Golpe do Amor”Os golpistas criam perfis falsos nas redes sociais, geralmente passando-se por estrangeiros em boas condições financeiras e com empregos prestigiados e estáveis.

Após envolverem emocionalmente a vítima, declaram-se apaixonados e manifestam intenção de casamento com o envio de volumes contendo presentes diversos, como óculos, bolsas, celulares, anéis de ouro para o “noivado”, dinheiro em espécie ou documentos do exterior por remessa expressa ou postal ou por meio de um viajante.

A fim de dar veracidade ao envio dos tais bens/documentos, os golpistas chegam a criar sites falsos de empresas de remessas expressas (courier), inclusive com falso rastreamento da suposta encomenda.

Após o suposto envio dos presentes, o golpista geralmente alega que os bens foram retidos pela Alfândega e que há necessidade de um depósito em conta de determinado “agente” para que haja a sua liberação.

Em regra, é fornecida uma conta corrente de pessoa física para o depósito. Se a vítima deposita o valor solicitado, a quadrilha faz nova exigência alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem e assim sucessivamente.

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