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PF decide ação em cela de Bolsonaro após queixa sobre ar-condicionado

Em Brasília, a Polícia Federal (PF) adotou nesta semana uma medida para tentar reduzir o impacto do barulho de um ar-condicionado na sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena, após reclamações da defesa e críticas de familiares à condição do ambiente. Segundo a corporação, o sistema de climatização instalado próximo à Sala de Estado-Maior, […]

Em Brasília, a Polícia Federal (PF) adotou nesta semana uma medida para tentar reduzir o impacto do barulho de um ar-condicionado na sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena, após reclamações da defesa e críticas de familiares à condição do ambiente.

Segundo a corporação, o sistema de climatização instalado próximo à Sala de Estado-Maior, local onde Bolsonaro está custodiado, será desligado diariamente à noite, entre aproximadamente 19h30 e 7h30, com o objetivo de minimizar o ruído durante o período de descanso. A PF informou que essa é a alternativa viável diante da impossibilidade de realizar obras ou deslocar o ex-presidente para outra cela sem comprometer requisitos de segurança institucional.

A reclamação teve início após a defesa de Bolsonaro apresentar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma petição relatando que o barulho constante do ar-condicionado tem causado incômodo profundo e dificuldades de descanso, o que teria efeitos negativos sobre seu bem-estar físico e psicológico.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, chegou a solicitar esclarecimentos à PF sobre a situação e exigiu um relatório técnico sobre as medidas adotadas para enfrentar a queixa dos advogados de defesa, que argumentam que o ruído ultrapassa o mero desconforto e constitui um problema contínuo à saúde do custodiado.

A solução apresentada — desligar o sistema de climatização no período noturno e fornecer protetores auriculares ao ex-presidente — foi alvo de críticas da família de Bolsonaro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou o barulho como “tortura psicológica” e defendeu que isso reforça o pedido de prisão domiciliar, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro qualificou a oferta de protetores auriculares como insuficiente e indicativa de uma “irregularidade” que transfere ao preso o ônus de conviver com o problema.

A PF, por sua vez, mantém que não há alternativa imediata para eliminar o ruído sem reformas amplas ou a criação de um espaço que atenda às exigências de segurança, e que a solução adotada foi a mais prática dentro das limitações existentes.


Fonte: ND Mais —

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