Caso do cão comunitário baleado em Florianópolis segue em apuração
A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação socioeducativa de um dos adolescentes envolvidos no caso que resultou na morte do cão comunitário conhecido como “Orelha”, em Florianópolis. A medida consta em relatório enviado ao Ministério Público e integra o inquérito que apura o episódio, considerado um crime de maus-tratos e violência contra animais.
O cão, que vivia há anos na comunidade da Praia Brava e era querido por moradores e turistas, foi baleado durante uma abordagem policial realizada a suspeitos de crime. Após ser atingido, “Orelha” foi resgatado por protetores, mas precisou ser eutanasiado em atendimento veterinário devido à gravidade dos ferimentos.
Pedido de internação e tramitação na Justiça
Autoridades pedem que o adolescente responda por suas ações no âmbito do Sistema Socioeducativo, o que ocorre em casos graves envolvendo menores de idade em que há lesões ou condutas que atentam contra a integridade de terceiros — no caso, um animal que convivia com a comunidade. A Polícia Civil argumenta que a internação seria uma medida adequada diante das circunstâncias e da gravidade do episódio.
A decisão agora deve ser analisada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e, em seguida, pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude, responsável por decidir sobre a internação provisória ou outras medidas socioeducativas cabíveis ao caso.
Repercussão e manifestações
O caso teve grande repercussão nas redes sociais e em grupos de defesa dos animais, com moradores da Praia Brava e protetores repercutindo o pedido de internação como um passo importante no combate a maus-tratos. Autoridades também frisaram a necessidade de reforçar campanhas de conscientização sobre a proteção animal e a responsabilidade de donos e transeuntes na preservação da vida dos animais de rua.
O inquérito continua em andamento, e novas informações devem ser divulgadas à medida que o caso evoluir no sistema judicial.

