Um cão morreu após ser picado por uma cobra coral-verdadeira no quintal da casa da família em Florianópolis (SC), e a tutora, influenciadora digital, relatou que o animal tentou protegê-la do perigo antes de falecer. O caso ocorreu no sábado (3 de janeiro) no bairro Sambaqui, no norte da capital catarinense, e ganhou repercussão nas redes sociais por causa da postura leal do pet.
O cachorro da raça American Staffordshire Terrier, chamado Dominic, estava no quintal de casa quando entrou em contato com a coral-verdadeira, espécie considerada uma das mais venenosas do país. A tutora, identificada como Hau Hauschild, relatou que o animal ficou doente após a picada, apresentando vômitos, e que a família tentou levá-lo a uma clínica veterinária, mas encontrou o estabelecimento fechado. Dominic acabou morrendo no carro a caminho do atendimento.
“Ele se foi nos protegendo de uma cobra-coral que estava no nosso pátio e deixou muita gente, muita gente triste com saudade dele. Mas ele vai estar sempre em nossos corações”, disse a influenciadora em uma publicação que comoveu seguidores. A postagem também serviu como alerta sobre os riscos de animais peçonhentos em áreas residenciais.
A coral-verdadeira é conhecida por seu veneno altamente tóxico, que atua principalmente no sistema nervoso e pode causar paralisia respiratória em vítimas — tanto humanas quanto animais — se não houver atendimento rápido com soro antiveneno específico. Em pets, a disponibilidade de tratamento é mais limitada, o que aumenta o risco fatal em picadas desse tipo.
O episódio reacendeu o debate entre internautas sobre os cuidados que tutores devem ter com seus animais de estimação, sobretudo em regiões onde animais peçonhentos podem aparecer em quintais e jardins. Especialistas em fauna e saúde pública recomendam que, ao encontrar uma serpente, os moradores evitem o contato e acionem as autoridades competentes, como o Corpo de Bombeiros, que pode fazer o resgate seguro do animal.

